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quarta-feira, 7 de julho de 2010

_Desconexo


sentiu como se você fosse a única pessoa no mundo
em que você pode confiar?
Já parou pra olhar quanto tempo perdeu em
situações que trouxeram apenas inutilidades?

Já andou num carro sem rodas?
Quantas vezes você morreu essa semana?
Amor platônico dói menos, porque a decepção é menor
Já flutuou por outros planetas no devaneio da alucinação?

Já se perdeu em função de um ideal?
Já encontrou um ideal em meio a uma situação perdida, irreal?
Já tomou uma decisão hoje?
Levante a mão quem nunca se feriu...

Já ralou a camisa na verdade áspera?
Uniu-se a perfeição e dormiu com a maldade?
Santificou-se, mas fez-se homem?
Perseguiu o amor, mas foi aplacado pelo desprezo?


Por Jefferson Almeida


Na vitrola: Composição feita por Paulo Borges.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

_Informal!


Tentarei treinar meu lado objetivo, tentando deixar um pouco de lado o que é intrínseco de mim, e mostra-se presente a cada atitude minha: A subjetividade, aliada a capacidade de ser 'antitésico'.
Por algum motivo, hoje fui impactado por uma vontade louca de andar de bicicleta ao som de uma das minhas bandas preferidas. Estava com a bike. Estava com o fone. Era noite. Cedi a meus desejos, e passei a pedalar. Sem rumo, sem destino, sem causa, razão, ou explicação lógica que me fizesse empurrar os pedais, e 'rodar a roda' da minha bicicleta.

Procurei então um lugar na minha mente que completasse aquele momento. Aquilo que estava dentro de mim e que me fazia sentir inspirado. Não sei se com perfeição, mas fui parar em uma avenida enorme, aonde não se costuma ter muito movimento. Ela acompanha a linha do trem desde S. Miguel, Até o Itaim, e continua seu trajeto, de formas e curvas diferentes. Iluminada com luzes laranjas e brancas, e divida por um canteiro grande de terra, grama, e algumas pequeninas árvores. Dividindo assim, mão direita e mão esquerda. Como estava com o fone, preferi pegar a 'contra-mão', pois assim veria a aproximação de um possível veículo, ou qualquer O.V.I.N.I rsrs.

Parei de pedalar por alguns momentos. Me veio a mente flashs do passado. Lembranças boas, saudosas, tranquilas e sereníssimas. Sorte a minha que a rua era de pouco movimento, e com 'ar de outono'. O vento estava forte, mas não estava gelado. A blusa estava aberta, e eu estava simples, de chinelo e bermuda. Praticamente tudo era familiar. Antigamente fizera aquele percurso com uma pessoa especial até hoje. Ao lembrar disso, lembrei também daquela casa, daquela pessoa, e daquele tempo bom. Pois bem, aproveitei a solidão da rua, e parei em frente da casa. Casas de aluguel são engraçadas e irônicas. Hoje em dia é uma outra família que mora ali, e parece ser a mesma casa... Com aquela mesma menina de alguns anos... A minha menina! Lembrei de risadas, de promessas, de choros, de broncas, de declarações, de juras, de alegrias, e daquele sentimentozinho que bate bem la dentro do nosso coração, quando encontramos o primeiro amor. Sim, desafiarei meu medo de ser claro, e direi que era Ela, a primeira namorada (como se não estivesse claro! =p).

Special Needs começa a tocar, e eu começo a pedalar novamente. Os pensamentos na minha mente são agradáveis de se pensar. Não são doloridos, não machuca. Os segundos se passam, o asfalto fica pra trás e tudo parece meio estático ainda. Sou muito observador. Gosto de andar e olhar as pessoas, sem que elas percebam a minha presença. Gosto de observar as coisas! Gosto muito! E como haviam poucas pessoas na ocasião, pensei até em aquecimento global, vejam! rs. Pensei na alteração que o homem vive fazendo no ambiente em que vive. Como essa órbita é engraçada, natural e estranha ao mesmo tempo, sei lá.

No fone uma canção, na mente uma inspiração, embalado por "The Never Ending Why" e "Speak In Tongues", ambas do Placebo, pensei em tudo que andava pensando ultimamente. Coisa de louco, né? Mas é verdade. queria saber se valia a pena pensar e tentar achar motivos, acerca de tudo, procurando soluções para problemas que tinham o fim pré-definido e inevitavelmente sólido. Tudo muito confuso, por assim dizer.

Mas, somos assim. Somos pensantes. Ou deveríamos ser, pelo menos! rsrs.
Tomara que não tenha ficado nenhum enigma nesse texto. Nada muito desconexo, e de sentido ambíguo! Tentarei trabalhar nisso, e , nas próximas vezes, tentarei ser mais sucinto nos relatos! rsrs.

"Fala demais, por não ter nada a dizer..." (R.R)

Por Jefferson Almeida




PS.¹ Li e tentei corrigir alguns erros, mas queria que ficasse original, como na minha mente Tipo "ler e escrevre" mesmo.

PS.² Não vou colocar uma especifica na vitrola, hoje! Mas todas seriam Placebólicas!

PS.³ Gostei pra caralho me liberdar do escudo que uso nas palavras, porém ainda acho que não há nada melhor e seguro! =P

domingo, 26 de abril de 2009

Por milhares de milhas...

Toda noite, quando o crepusculo cai, o mar permanece lá.
Toda manhã, quando o crepusculo se esvai, veja, o mar ainda esta lá.
Não que ele esteja feliz;
ele só esta lá.



A mansa brisa toca meu rosto por vezes...
Ela insiste, mas não pode saber o sigilo de meus pensamentos.

Quem estaria naquela pedra, naquele momento, não importaria. Não seria notado. Não faria diferença.
E eu pensava: Mar, quem é você?!

As águas que pareciam surrar nas pedras que deixariam de existir após serem consumidas, me respoderam essa pergunta.
O mar é solidão. É a arrogancia de poder viver sem a mão do homem tentando mudar tudo, e ajustar da melhor maneira, para que agrade os cegos de espirito.
O mar é a representação da rotina mais desejada. Pois cada onda projetada no impeto de sua furia, é nova! Pois se reestrurura a cada manhã.
O mar conformou-se em estar só, pois ninguém fora capaz de chegar ao ápice de conseguir se igualar a tão esplendida magnitude, de transpassar por todo o mundo, por todo o tempo, sem ser reconhecido! Ao contrario disso, com o passar dos anos o mar percebe que, se não podem desagua-lo para construirem edificações com pedras e cimento, matam sua vida com aquecimentos e efeitos, sabido de todos o grau de perigo e petulancia.
Eu sou como o mar.
Sou como o andarilho perdido.
Busco minhas milhas, aonde nelas eu estou realizado e, por um segundo, estou dentro da caverna de novo. Protegido e alienado desse mundo que é podre, e dessas pessoas que não se respeitam.
Sou consciente de que nao posso voltar. Sei das minhas dores, e os meus olhos me ajudam a esconder.
Se num fragmento de rocha nasce uma 'pepita' de areia, o farol desse mesmo mar me anuncia a chegada da esperança, antes de tudo acabar.
Até que eu arrume um bom emprego. O melhor.
Até que minha jaula seja limpa, e tudo se renove!
Até que acabem com todos os sonhos, de todos os homens!
Até que todas as mães sejam eternas...
Até que eu encontre a mulher da minha vida!
Até que eu termine a minha faculdade. A faculdade do saber, onde nada faz muito sentido, mas a mensalidade não pode deixar de ser paga.
Até que a maldição seja quebrada, e eu possa amar de novo! E viver noutra fase!


Até lá, percorro milhares de milhas renovaveis e sustentadas na condição de estar no mundo do meu jeito, mesmo nao sendo o mundo que eu quero...
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Texto por Jefferson Almeida;
agora, há pouco.


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/ Intepol - The Lighthouse
para dar um contexto ao texto escrito!