quinta-feira, 1 de abril de 2010
_ Enquanto eu lembrar de você
Hoje eu quero me lembrar de você
Com um sentimento especial
Hoje suas lembranças não doem mais
Talvez tenha me acostumado com o fato de você não ser mais minha
Quero recordar dias na fotografia, que nunca mais serão resgatados
Espero um futuro tão bom quanto o que já vivemos
Mas é em lugares do passado que eu desejo estar
Borrões de pensamento começam a se clarear
Com o seu olhar ficando cada vez mais nítido
Acidentes costumam acontecer sem previsão
Sinto muito não ser capaz...
Em meus pensamentos, minha mente continua fazendo questão de me perturbar com seu pedido afoito de socorro
A vida que sai de você, pede pra ficar
Minhas mãos não são capazes de te salvar
Numa súbita explosão, o fogo que nos consumia por inteiro,
Sem metáfora ou coisa parecida, te leva embora
Tira você de mim
Te leva pra bem longe
Mas, Você estará sempre viva, enquanto eu lembrar de você.
Por Jefferson Almeida
Na vitrola: Morrisey - My Love Life
segunda-feira, 1 de março de 2010
_Peoples Always Leave!

Num dia sem sol, nublado e com chuva
Você surpreende a todos nós com a notícia de sua partida.
Não é uma viagem, não é feliz.
Num dia feio, você nos deixa, com muita vida pra viver.
Com surpresa você nos fazia rir,
Nos alegrava com presentes transformados na maneira como você encontrava de se fazer carinhosa.
E tudo isso se desfez.
Doou-se, piedosamente, por duas crianças que eram o ápice de toda sua alegria. Sua motivação a cada suspiro, a cada dia.
Estava ao alcance dos gentios, e por mais que se mantivesse afastada dos santos caminhos, parecia ser a mais sensata de espírito.
De certo que os nossos caminhos nunca mais se encontrarão, porém, materializada em lembranças, você sempre estará aqui. Junto a nós.
Valeu, e vá com quem tiver que ir! Vá com Deus!
Por Jefferson Almeida
Na vitrola: Pink Floyd - Wish You Were Here
O texto foi escrito sem preocupação com o conteúdo, sem preocupação com conconrdância ou erros de ortografia.
Foi um improviso do que havia dentro do coração de quem
acabava de perder uma pessoa querida.
Um texto descritivo.
Um desabafo.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
_Fúnebre
Uma última noite de sono, depois de um último jantar.
A novela não será mais acompanhada, e o desfecho final você verá de cima.
Projetos inacabados, como ir a feira numa tarde só pra comer aquele pastel na aglomeração.
É assim, o resumo das coisas mais simples de viver.
Um último olhar, e seus olhos não se abrem mais.
Um último suspiro, e nem todos os cobertores do mundo seriam capazes de te aquecer.
Uma última canção. Um abraço, ou aperto de mão. Tanto faz.
Uma última declaração, um pedido, uma explosão. O afeto não morreu. É imortal.
Um último pensamento, antes de ir. O olhar que cobre a sala percebe, com orgulho, os sonhos realizados e, ironicamente na hora mais precisa!
Um último passo dolorido. Agora calçados não são necessários.
Um último banho, pois a limpeza agora é constante.
É assim, o resumo das coisas mais simples do morrer.
Das últimas coisas que podem acontecer, que movem os que ficam, e encantam os que acreditam que possa haver um lindo lugar bem longe daqui, esperando por quem nunca pensou em si como 'ilha'.
Uma última chance, e um "Eu te amo" ecoa nas lembranças vividas, embora se enfraquecendo cada vez mais, de quem está partindo para uma esfera aonde não se pode simplesmente "conectar no messenger" para rever velhos amigos, companheiros, irmãos...
Uma última letra, e o texto acaba.
Um último suspiro, e uma vida de devoção passa a ser pó, dentro dum caixão.
O adeus sempre é o último da fila. E quando vem, aniquila toda esperança de que amanhã o sol se faça igual novamente. Pois, por mais que ele esteja quente, não vai mais te iluminar. Aonde você está não é necessário.
Por Jefferson Almeida
Na vitrola: Radiohead
A novela não será mais acompanhada, e o desfecho final você verá de cima.
Projetos inacabados, como ir a feira numa tarde só pra comer aquele pastel na aglomeração.
É assim, o resumo das coisas mais simples de viver.
Um último olhar, e seus olhos não se abrem mais.
Um último suspiro, e nem todos os cobertores do mundo seriam capazes de te aquecer.
Uma última canção. Um abraço, ou aperto de mão. Tanto faz.
Uma última declaração, um pedido, uma explosão. O afeto não morreu. É imortal.
Um último pensamento, antes de ir. O olhar que cobre a sala percebe, com orgulho, os sonhos realizados e, ironicamente na hora mais precisa!
Um último passo dolorido. Agora calçados não são necessários.
Um último banho, pois a limpeza agora é constante.
É assim, o resumo das coisas mais simples do morrer.
Das últimas coisas que podem acontecer, que movem os que ficam, e encantam os que acreditam que possa haver um lindo lugar bem longe daqui, esperando por quem nunca pensou em si como 'ilha'.
Uma última chance, e um "Eu te amo" ecoa nas lembranças vividas, embora se enfraquecendo cada vez mais, de quem está partindo para uma esfera aonde não se pode simplesmente "conectar no messenger" para rever velhos amigos, companheiros, irmãos...
Uma última letra, e o texto acaba.
Um último suspiro, e uma vida de devoção passa a ser pó, dentro dum caixão.
O adeus sempre é o último da fila. E quando vem, aniquila toda esperança de que amanhã o sol se faça igual novamente. Pois, por mais que ele esteja quente, não vai mais te iluminar. Aonde você está não é necessário.
Por Jefferson Almeida
Na vitrola: Radiohead
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
_ Nothing
Hoje acordei com vontade de sei lá.
Sei lá, hoje queria algo diferente, mas essa diferença não estava em mim, não podia definir, ao acordar.
Surgia como algo intangível, num ser que acabava de abrir os olhos, e nada via ainda que lhe agradasse.
Eu sei, você esta logo a esquina, eu sei.
Sei lá.
Uma vontade de ser com você. Agradar sua beleza, com minha iniquidade perversa (6)
Eu sei. Você esta logo ali na esquina, beybee.
Acodei vestido com meu melhor sorriso...
Acordei meio, sei lá!
___________
Por Jefferson Almeida!
Na vitrola: PROTECT ME FROM WHAT I WANT - PLACEBO!
Sei lá, hoje queria algo diferente, mas essa diferença não estava em mim, não podia definir, ao acordar.
Surgia como algo intangível, num ser que acabava de abrir os olhos, e nada via ainda que lhe agradasse.
Eu sei, você esta logo a esquina, eu sei.
Sei lá.
Uma vontade de ser com você. Agradar sua beleza, com minha iniquidade perversa (6)
Eu sei. Você esta logo ali na esquina, beybee.
Acodei vestido com meu melhor sorriso...
Acordei meio, sei lá!
___________
Por Jefferson Almeida!
Na vitrola: PROTECT ME FROM WHAT I WANT - PLACEBO!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
The wickedness of the world!
Ele segue pelas ruas, e bate um vento frio.
Enquanto, do outro lado, é tramada mais uma emboscada.
Ele anda livremente, sem temer a nada, seguindo o lema, seguindo na estrada.
Um dia foi diferente. Foi fatal.
Uma unipresença lhe atacou, meio rápido, meio informal...
Agora tudo é cinza, é xadrez. O sol nasce quadrado outra vez! Um lugar errado, um alibe e um crime. Quem dera não estivesse com pernas para andar até aquela armadilha!
Algumas bebidas que alteraram sua percepção, não foram suficientes para lhe atrapalhar a visão de tudo que se passava a sua volta,
E numa busca desesperada tenta encontrar solução.
Era novo demais. Inocente demais. Protegido de uma guerra que seria inevitável, e mantido numa cúpula que certamente se abriria algum dia.
Agora ele se lembra de coisas que não tinham importância em situações normais.
Enquanto lançam mais um, ele continua sozinho, exceto pela única pessoa que lhe estendeu a mão.
Um desconhecido...
Mas, agora tudo é cinza, é xadrez. O sol nasce quadrado outra vez! Um lugar errado, um alibe e um crime. Quem dera não estivesse com pernas para andar até aquela armadilha!
O desespero é musical, e a sinfonia do conserto é turbulenta e agressiva!
Nada poderá ser explicado, as provas já o condenaram,
O que resta é esperar nova vida, aonde ele possa vir como um soldado
Virá como um guerreiro, lutará na guerra, destruindo cúpulas emergentes da dor de ser enganado.
Mas, por enquanto, tudo é cinza, é xadrez. O sol nasce quadrado outra vez! Um lugar errado, um alibe e um crime. Quem dera não estivesse com pernas para andar até aquela armadilha!
Por Jefferson Almeida
Na vitrola: Julian Plenti (album) Skyscraper!
PS. tudo não passou de um sonho...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
_Tips of Life. Life Bids!
Para os dias de chuva, guarde o sol que brilha agora
Para as nuvens negras que chegarão lhe roubando a paz e a quietude, guarde os sorrisos de hoje
Para futuras decepções, memorize os bons momentos.
Guarde seu entusiasmo hoje, para explicar a dor amanhã
Tenha na mochila o mapa para loucura, quando a lucidez insistir em lhe entediar
Use suas pernas hoje, para o dia em que não puder andar
Use seus olhos hoje, e quando a cegueira apenas lhe fizer sonhar, relembre!
Seja jovem! Ouse! Erre! E quando a vida vier lhe cobrar experiência, seja sério, e mostre
Que o tempo não foi perdido, e os tropeços não foram em vão
Chore, e ache que nada vai mudar!
Amanheça, e reconheça que tudo não passou de um delirio idiota!
Beba, e aguente a ressaca! Frequente uma boate noturna, e vá a igreja
Case-se, multiplique-se, encha a terra, e faça com que tudo se repita, sem parar...
Ensine, esconda, minta sobre o que virá, e veja que nada adiantará, pois o final é escrito sempre da mesma maneira...
Multiplique-se, e veja tudo retornar, reduntante, novamente, sem parar!
Por Jefferson Almeida
Na vitrola: Shadowplay - The Killers! (Na verdade, homenagem ao meu fã Ian Curtis, que dançava muito em sua mistura epilética!)
Para as nuvens negras que chegarão lhe roubando a paz e a quietude, guarde os sorrisos de hoje
Para futuras decepções, memorize os bons momentos.
Guarde seu entusiasmo hoje, para explicar a dor amanhã
Tenha na mochila o mapa para loucura, quando a lucidez insistir em lhe entediar
Use suas pernas hoje, para o dia em que não puder andar
Use seus olhos hoje, e quando a cegueira apenas lhe fizer sonhar, relembre!
Seja jovem! Ouse! Erre! E quando a vida vier lhe cobrar experiência, seja sério, e mostre
Que o tempo não foi perdido, e os tropeços não foram em vão
Chore, e ache que nada vai mudar!
Amanheça, e reconheça que tudo não passou de um delirio idiota!
Beba, e aguente a ressaca! Frequente uma boate noturna, e vá a igreja
Case-se, multiplique-se, encha a terra, e faça com que tudo se repita, sem parar...
Ensine, esconda, minta sobre o que virá, e veja que nada adiantará, pois o final é escrito sempre da mesma maneira...
Multiplique-se, e veja tudo retornar, reduntante, novamente, sem parar!
Por Jefferson Almeida
Na vitrola: Shadowplay - The Killers! (Na verdade, homenagem ao meu fã Ian Curtis, que dançava muito em sua mistura epilética!)
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Eterno Retorno,
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
_Informal!

Tentarei treinar meu lado objetivo, tentando deixar um pouco de lado o que é intrínseco de mim, e mostra-se presente a cada atitude minha: A subjetividade, aliada a capacidade de ser 'antitésico'.
Por algum motivo, hoje fui impactado por uma vontade louca de andar de bicicleta ao som de uma das minhas bandas preferidas. Estava com a bike. Estava com o fone. Era noite. Cedi a meus desejos, e passei a pedalar. Sem rumo, sem destino, sem causa, razão, ou explicação lógica que me fizesse empurrar os pedais, e 'rodar a roda' da minha bicicleta.
Procurei então um lugar na minha mente que completasse aquele momento. Aquilo que estava dentro de mim e que me fazia sentir inspirado. Não sei se com perfeição, mas fui parar em uma avenida enorme, aonde não se costuma ter muito movimento. Ela acompanha a linha do trem desde S. Miguel, Até o Itaim, e continua seu trajeto, de formas e curvas diferentes. Iluminada com luzes laranjas e brancas, e divida por um canteiro grande de terra, grama, e algumas pequeninas árvores. Dividindo assim, mão direita e mão esquerda. Como estava com o fone, preferi pegar a 'contra-mão', pois assim veria a aproximação de um possível veículo, ou qualquer O.V.I.N.I rsrs.
Parei de pedalar por alguns momentos. Me veio a mente flashs do passado. Lembranças boas, saudosas, tranquilas e sereníssimas. Sorte a minha que a rua era de pouco movimento, e com 'ar de outono'. O vento estava forte, mas não estava gelado. A blusa estava aberta, e eu estava simples, de chinelo e bermuda. Praticamente tudo era familiar. Antigamente fizera aquele percurso com uma pessoa especial até hoje. Ao lembrar disso, lembrei também daquela casa, daquela pessoa, e daquele tempo bom. Pois bem, aproveitei a solidão da rua, e parei em frente da casa. Casas de aluguel são engraçadas e irônicas. Hoje em dia é uma outra família que mora ali, e parece ser a mesma casa... Com aquela mesma menina de alguns anos... A minha menina! Lembrei de risadas, de promessas, de choros, de broncas, de declarações, de juras, de alegrias, e daquele sentimentozinho que bate bem la dentro do nosso coração, quando encontramos o primeiro amor. Sim, desafiarei meu medo de ser claro, e direi que era Ela, a primeira namorada (como se não estivesse claro! =p).
Special Needs começa a tocar, e eu começo a pedalar novamente. Os pensamentos na minha mente são agradáveis de se pensar. Não são doloridos, não machuca. Os segundos se passam, o asfalto fica pra trás e tudo parece meio estático ainda. Sou muito observador. Gosto de andar e olhar as pessoas, sem que elas percebam a minha presença. Gosto de observar as coisas! Gosto muito! E como haviam poucas pessoas na ocasião, pensei até em aquecimento global, vejam! rs. Pensei na alteração que o homem vive fazendo no ambiente em que vive. Como essa órbita é engraçada, natural e estranha ao mesmo tempo, sei lá.
No fone uma canção, na mente uma inspiração, embalado por "The Never Ending Why" e "Speak In Tongues", ambas do Placebo, pensei em tudo que andava pensando ultimamente. Coisa de louco, né? Mas é verdade. queria saber se valia a pena pensar e tentar achar motivos, acerca de tudo, procurando soluções para problemas que tinham o fim pré-definido e inevitavelmente sólido. Tudo muito confuso, por assim dizer.
Mas, somos assim. Somos pensantes. Ou deveríamos ser, pelo menos! rsrs.
Tomara que não tenha ficado nenhum enigma nesse texto. Nada muito desconexo, e de sentido ambíguo! Tentarei trabalhar nisso, e , nas próximas vezes, tentarei ser mais sucinto nos relatos! rsrs.
"Fala demais, por não ter nada a dizer..." (R.R)
Por Jefferson Almeida
PS.¹ Li e tentei corrigir alguns erros, mas queria que ficasse original, como na minha mente Tipo "ler e escrevre" mesmo.
PS.² Não vou colocar uma especifica na vitrola, hoje! Mas todas seriam Placebólicas!
PS.³ Gostei pra caralho me liberdar do escudo que uso nas palavras, porém ainda acho que não há nada melhor e seguro! =P
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