quinta-feira, 13 de agosto de 2009

_You and Me

O parque central, o tal lugar, as luzes piscando.

O conjunto de sinfonias escolhidas a dedo para aquele momento.

Tudo se prepara para o encontro contigo, babe.

As guitarras se alinham e a banda ensaia pela última vez.

Esteja linda.

O parque central, o tal lugar, as luzes piscando.

O conjunto de sinfonias escolhidas a dedo para aquele momento.

As guitarras e a banda já têm em mente o que tocar.

E a gente dança, e não nos cansamos.

E você me diz, sem falar nada, com seus olhos vivos e brilhantes como um clarão, o que só nós sabemos interpretar...

Quero te encher de beijos, babe.

Teu sorriso me toma o sono, desde o amanhecer até o pôr-do-sol

Agora devo me arrumar, pois logo será a hora.

E a banda tocará logo.

Ai de mim querida, se noutra vida

tivesse vindo como um animal e não ter a oportunidade de te ter.

Ai de mim se a surdes de minha alma, ao te perder, enlouquecer completamente com a falta de teus lábios!

“Pois nem todo tempo do mundo seria suficiente naquele momento.”

Temos todo tempo do mundo então. Então peça uma musica, babe. Peça então a nossa musica!

A banda não esta tocando mais, querida.

Está a se arrumar para partir.

As luzes se acendem agora, e já não piscam mais. Será porventura este o fim? =/

Agora as musicas tocam apenas em minha mente. Pois você já não esta aqui do lado.

Tudo desfeito.

O olhar caído, o brilho tosco de um futuro que por vezes imaginei para nós dois, ás traças.

Pois o que é real, é apenas momentâneo. Dura apenas o tempo necessário para que eu perceba que nunca poderemos permanecer juntos. Pois nossas escolhas ainda não foram feitas!!!

Está frio aqui.

As decisões trazem nada mais que sombras inseguras.

Como tudo isso foi terminar assim?!

Como tudo isso foi terminar assim!!


Por Jefferson Almeida




Na vitrola: Placebo - Every me and Every You

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

_O tempo

Apenas um momento, pra definir a trajetória do que resta de sua vida.
O tempo acaba, quando seus olhos se fecham pela última vez, e só você saberá qual visão eles tiveram. Poderá definir isso, em cálculos que te levam por escolhas que você realmente quis fazer. Não se sabe quanto tempo estará aqui, mas talvez possa medir a intensidade do momento que restar.
O amanhã esta ansioso por chegar, e te surpreender mais uma vez, com uma nova noticia, um novo acidente, uma nova melodia! Mas entenda que ele quer apenas brincar de ser o vilão! Pois ele domina, inevitavelmente, estratégias em cima de escolhas que você faz todos os dias. Que vive fazendo. E os erros? Eles são puritanos, quando vistos do ponto de vista de que se mostram necessários:

_Para os próximos acertos;
_Para novas experiências;
_Para a vida;
_Para um novo tempo começar...

Apenas uma pergunta, e respostas ambíguas definem uma vida, na morte. (e você)
Deseja quebrar o molde, antes do fim.
Antes disso, existe um momento que o tempo reservou para você. Esse é aquele em que existe apenas uma resposta, para mais de uma pergunta!


O tempo não pode esperar mais, pois o fluxo das coisas corre livremente por ai, na espreita de algum vacilo, um passo em falso.
Qual é a sua resposta, neste momento, 'Julien'?

Por Jefferson Almeida





Na vitrola: TV ON THE RADIO - WOLF LIKE ME

quinta-feira, 30 de julho de 2009

_Special Needs


O cheiro da fumaça que sobe, é dos cigarros. Eles tocam seus lábios cada vez que são levados a mais um trago. O sopro de vida se esvai, e você perde mais 7 minutos. O esclarecimento que a fumaça te traz, provoca uma líbida experiência, depois dos gritos de prazer. Se torna uma necessidade especial. O cigarro, que produz a fumaça, materializa alguém, que continua gritando uivos de prazer, mesmo dormindo. Você ganha mais 7 minutos. A adrenalina é liberada, e os pensamentos estão mais rápidos. As possibilidades são infinitas, e o arrependimento virá. A lucidez não tem lugar, e você dá mais um trago. As coisas saem do controle, e a primeira profecia é cumprida. Não se tem como parar, é mais forte que você. O vicio é destruidor e impiedoso, lhe tira aos poucos, e pela bordas expulsa cada partícula de peculiaridade que lhe fora dada; Amigos? Quem precisa deles.
Dormi por dois dias, e a química volta a me possuir. Tão inebriante como uma musica bem tocada, a trilha sonora deste momento é 'destruição'. Até que eu tenha forças de limpar toda essa sujeira, em 7 minutos.
Me perderei, pra poder me encontrar. Quem sabe o que me espera?
Caso eu consiga, irei queimar, até dissipar no ar toda impureza.
Irei contra mim, para uma nova vida.
Irei me lembrar, de que preciso esquecer.
Quero sentir, sem precisar morrer a cada 7 minutos. De novo, e de novo.
Tornar-me-lo-ei um homem. Preciso praticar.
Dispenso qualquer lição de moral, o que eu quero é mudar!
Preciso cair, pra tentar levantar.
Quero subir, escalar, sobreviver, para que consiga restaurar aqueles que pelas bordas se foram.
Irei esclarecer sozinho, e caso alguém se lembre de mim, apenas ascenda uma vela. Apenas sonhe.
E eu estarei aqui, vivo. Como nunca na vida pude estar.
[...]Necessidades Especiais. Sonhos Especiais [...]

Por Jefferson Almeida


Na vitrola: Interpol - Rest My Chemistry
-sem mais!

_Degenerescência

É tarde. Chove lá fora. E uma dúvida paira a mente de quem está aqui dentro.
A vida irá voltar, quando você menos esperar. Do escuro ela lhe atacará, trazendo seus medos. Vai te mostrar as perdas, por você ter sido "tão perfeito". Apertará o botão da destruição, e então tudo será complicado!
Todos os sacrifícios e desejos reprimidos não farão sentido, quando sua mente te atacar, vinda da escuridão! Sua vida mal vivida, e suas pernas que não andam. Seus amigos iludidos, e seus filhos esquecidos. A vitória desenhada, e o silêncio maldito que não pára de gritar!
Estão todos a sua volta como fantasmas estáticos. Pois você agora é uma experiência que deu errado. Um suicídio ambulante. Você se desfaz.
Tudo toma um novo rumo agora. Já não existe tempo para erros. Não temos margem para experimentos. Você é um suicídio ambulante. Você se desfaz.




Por Jefferson Almeida

quarta-feira, 29 de julho de 2009

_Suas escolhas, minhas consequências


"Nós podemos achar novas maneiras de viver fingindo um jogo lógico e prejudicial E nós podemos tampar os tempos velhos, enquanto fingimos que nada mais mudará. Mas ela pode ler, ela pode ler, ela pode ler, ela pode ler, ela é má Oh, ela é má"
Interpol - Obtacle 1




_Podemos viver com nossas escolhas feitas por nós mesmos, podemos viver escolhas de outras pessoas, podemos até escolher não viver. Mas tem uma coisa da qual não podemos fugir. Do ato consumado de "escolher", por assim dizer. Podemos viver a vida de outra pessoa, de varias formas. Podemos adiar nosso fim, e tentar quebrar o molde. Mas não podemos escolher continuar escolhendo, quando o tempo de se fazer escolher esgotar-se. Podemos escolher nosso perfil, mas não podemos fazer com que o escolham. Podemos escolher amar, mas a escolha de ser amado não é nossa, de fato! Podemos escolher permanecer, ou evoluir, mas não podemos determinar como isso se dará. Podemos escolher morrer brancos, mas não poderiamos ter escolhidos assim nascer. Podemos escolher divulgar no blog, mas a escolha de ler, é do leitor, de fato. Podemos escolher mudar, mas nem sempre podemos escolher o resultado dessas mudanças em nossas vidas, ou até mesmo a reação na vida de terceiros. Podemos ser atores de uma peça, e assim escolher participar de um enredo, mas ser coadjuvante, protagonista ou apenas figurante, não nos cabe escolher. Podemos escolher agredir, mas o perdão verdadeiro emitido numa hora certa, não é escolha nossa. Podemos escolher dizer, ou ficar calados, se antes soubermos escolher alguém que quando nos olha, enxerga através do nosso disfarce. Da nossa capa. Mas não é escolha nossa fazer com que essa pessoa fique do nosso lado. Podemos escolher pela solidão, e pensar pra sempre em um futuro que não acontecerá, num passado que metaforicamente faleceu, mas não é escolha nossa ter pessoas que optaram por nos ajudar. Não é nossa a escolha de ter amigos fodas. É dádiva. É sinixxxxxtro. É escolha nossa lutar pela felicidade, mas muitas vezes é escolha deles nos proporcionar momentos assim, tão estupefatos de se ter...
É escolha nossa ficar em casa vendo um filme, mas é escolha deles telefonarem ao cair da noite com mais um programa em mente, para mais um momento bom. E então, é escolha deles nos levantar um sorriso aos lábios, que mostram nitidamente a satisfação de se estar aonde se encontra: Na companhia deles!
Podemos escolher estar com alguém a quem temos imensuravel apreço, mas não podemos impedir que, essa mesma pessoa, pense em alguém que está longe. Podemos escolher ter alguém, mas é escolha desse alguém querer ter outra pessoa, e não a nós, de fato. Podemos escolher não estar com ninguém para dar e receber carinho, mas foi escolha de 'outren' nos amaldiçoar com sentimentos que são intrinsecos de nós, que não nos deixa nem que o estripemos! Minha mente queima.

_TEXTO POR JEFFERSON ALMEIDA


É escolha nossa dizer se será um
demônio ou um anjo,
aquele que nos diz que tudo retornará,
exatamente igual, pra sempre,
CICLICAMENTE
(Eterno Retorno - Nietzsche)



Na vitrola: The Cribs - Men's Needs

domingo, 19 de julho de 2009

_Por melhores situações

Do quarto se ouve a briga que se espalha na sala de estar
A TV perde sua audiência para mais uma discussão
A criança está chorando, e o café esta derramando
Enquanto a pizza não chega, vamos gritar?
Enquanto isso não passa, vamos transferir nossa atenção, cara!
Ligue o computador, sintonize em alguma estação online, e vamos gritar
Espalhemos nossa irônica felicidade dissimulada
Cantemos nossa canção

Quando você derramar a primeira lágrima
Seus pensamentos estarão começando a lhe possuir
A verdade começará a te condenar como inútil, por toda uma vida
E a sentença é a duração de seus dias
Quando as lágrimas tomarem conta, o arrependimento virá
De algumas escolhas, de algumas aceitações
E quando o o cansaço pôr fim as águas salgadas vindas de seus olhos tristes,
Você desfar-se-á
E então, você terá paz
Você dormirá

Texto por: Jefferson Almeida

_Por ouvidos melhores

Meus ouvidos ouvem coisas que eu poderia esquecer
Meu tormento jorra das palavras proferidas por alguém que não sabe amar
Escondo minha face, para não sentir a briga rolar
Na música me aqueço, fingindo uma felicidade que não vem me encontrar
Decidi que não serei mais prisioneiro de outras palavras
Que não me afetará
Que não me atingirá
Que não mais me encontra aqui, para lher ouvir.


por Jefferson Almeida