Do quarto se ouve a briga que se espalha na sala de estar
A TV perde sua audiência para mais uma discussão
A criança está chorando, e o café esta derramando
Enquanto a pizza não chega, vamos gritar?
Enquanto isso não passa, vamos transferir nossa atenção, cara!
Ligue o computador, sintonize em alguma estação online, e vamos gritar
Espalhemos nossa irônica felicidade dissimulada
Cantemos nossa canção
Quando você derramar a primeira lágrima
Seus pensamentos estarão começando a lhe possuir
A verdade começará a te condenar como inútil, por toda uma vida
E a sentença é a duração de seus dias
Quando as lágrimas tomarem conta, o arrependimento virá
De algumas escolhas, de algumas aceitações
E quando o o cansaço pôr fim as águas salgadas vindas de seus olhos tristes,
Você desfar-se-á
E então, você terá paz
Você dormirá
Texto por: Jefferson Almeida
domingo, 19 de julho de 2009
_Por ouvidos melhores
Meus ouvidos ouvem coisas que eu poderia esquecer
Meu tormento jorra das palavras proferidas por alguém que não sabe amar
Escondo minha face, para não sentir a briga rolar
Na música me aqueço, fingindo uma felicidade que não vem me encontrar
Decidi que não serei mais prisioneiro de outras palavras
Que não me afetará
Que não me atingirá
Que não mais me encontra aqui, para lher ouvir.
por Jefferson Almeida
Meu tormento jorra das palavras proferidas por alguém que não sabe amar
Escondo minha face, para não sentir a briga rolar
Na música me aqueço, fingindo uma felicidade que não vem me encontrar
Decidi que não serei mais prisioneiro de outras palavras
Que não me afetará
Que não me atingirá
Que não mais me encontra aqui, para lher ouvir.
por Jefferson Almeida
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Tornar a ver o invisível em mim...
Existem dias nessa vida, que desço para o pier, e me tranco em pensamentos
Lá sinto falta do que nunca tive
Lembro das coisas que nunca vivi, e das risadas que eu nunca dei
Das pessoas que eu conheci, e dos beijos que eu não beijei...
Sinto a presença de quem não está comigo
Quero as emoções que nunca tive
Subo para aquele farol, e espero o navio que nunca zarpou
Adoro cantar músicas de uma amizade que nunca durou
Abro as portas da varanda, mas ninguém irá entrar
Quem eu conheço de verdade, nunca aprendeu a perdoar
Respondo respostas que não tem perguntas
É mais fácil assim. Mais cômodo pra mim
Bem, já faz muito tempo, muito tempo agora
Desde que eu vi seu sorriso
Lamento não estar por perto
E eu perderei o meu medo em confissões
E eu perderei o meu tempo em confissões
E em um ano ou mais, tudo isso escorrerá para o mar
E eu estarei observando toda essa ilusão, aqui do pier...
O dia dela era meu...
Lá sinto falta do que nunca tive
Lembro das coisas que nunca vivi, e das risadas que eu nunca dei
Das pessoas que eu conheci, e dos beijos que eu não beijei...
Sinto a presença de quem não está comigo
Quero as emoções que nunca tive
Subo para aquele farol, e espero o navio que nunca zarpou
Adoro cantar músicas de uma amizade que nunca durou
Abro as portas da varanda, mas ninguém irá entrar
Quem eu conheço de verdade, nunca aprendeu a perdoar
Respondo respostas que não tem perguntas
É mais fácil assim. Mais cômodo pra mim
Bem, já faz muito tempo, muito tempo agora
Desde que eu vi seu sorriso
Lamento não estar por perto
E eu perderei o meu medo em confissões
E eu perderei o meu tempo em confissões
E em um ano ou mais, tudo isso escorrerá para o mar
E eu estarei observando toda essa ilusão, aqui do pier...
O dia dela era meu...
Jefferson Almeida
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ainda há quem diga que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?!!?!?

Quando seu passado é uma cicatriz
Isso percorre o sul em desuso!
Essa é a minha vida.
Varrida no chão.
Catada no vento,
E reestruturada, como pode, no meu quadro negro.
Minha vida se resume na busca pela felicidade,
E se alguém, algum dia desses, encontrar uma que não seja um estado de espírito,
Divida comigo!
Baby, você esqueceu de tomar seus remédios?
Você esqueceu do cheiro sexual que esta em sua roupa?
Você esta bem?
Baby, venha para a luz, beba mais um pouco.
Minha mente alcança o ápice de um pensamento forjado
Meu instinto sempre espera que algo novo [ruim] aconteça
O status sempre esta down
E a percepção nunca muda!
Esta sempre igual
Existem dias nessa vida, em que a cicatriz percorre o sul em desuso!
E há dias em que a vontade é jogar tudo para o alto,
Porque a felicidade? Ela vem, e pelas bordas elas se esvaem, escorrem,
Deixam de estar em mim agora...
Seu passado nunca passa, e o parece mais presente do que nunca!
Seus tormentos nunca lhe deixam
E seu travesseiro parece uma pedra
O distúrbio de sono é constante, e special k é a saída.
Vamos, baby, tome seus remédios.
O átomo explode em você
E aquela voz lhe decreta mais uma prisão.
Mais uma vez.
Difícilmente, rapidamente
Pra sempre, depois te vejo no amargo final
O reino frágil irá cair
O tremor vira um terremoto
E, novamente, tem um corpo no lago
Nem todas as respostas que o tempo pode me dar
Me explicariam o porque de tantos raios, tantas vezes,
Vindo de encontro com o inevitável, e lhe mostrando um dociê que é condenável
Quero dormir, mas essa cicatriz nunca sara
Quero esquecer, mas a farda do uniforme nunca me deixa
O pagamento está aqui
Dê uma olhada, está a sua volta, esqueça o corpo
Esconda-o numa mala se for preciso
Isso não é apenas uma dança de chuva, num inverno que não acaba
É um furacão que irá te destruir, pois as crianças não ficam tão bem assim
Essa avalanche irá te sufocar
"Você pode correr, mas não se esconder
Pois ninguém aqui sai vivo
Ache um amigo no qual você possa confiar
Julien, você é um suicídio em câmera lenta"
E quando você não sabe pelo que esta passando;
E quando você passa novamente por isso;
E quando você não sabe como esta passando por isso;
E quando você não tem a resposta;
Você se desfaz
Um raio cai 365 vezes no mesmo lugar.
Todos os anos.
É só olhar ao redor, e me encontrar no amargo final, baby.
_____________________________________________
Texto por Jefferson Almeida
E a indignação toma conta, quando as forças para ajudar não são suficientes...
Eu me desfaço.
Ele se desfaz.
Força, cara!
tamojuntoemisturado, e não vou deixar ninguém para trás.!
♥
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Teoria do Caos
terça-feira, 14 de julho de 2009
Texto Ambiente - Zen

Incorporo beija-flor no ar
Sou como o mar, que desagua sem parar
Quero acontecer, sem ter que duvidar, quero te perder, sem sentir sua falta
Como se morrer fosse desaguar, derramar no céu. Se purificar...
Deixar pra traz o "evaporar" de dores, e me submeter a uma transição
Estar na luz, sem ignorar que a noite logo chega
E vai mudando tudo sem parar
Transformando todo o lugar, que esta no fim, por não ser mais igual
Funciona meio que como uma necessidade
Uma mudança que traz força, e que deixa pra traz sais e minerais
Que evapora com toda sua experiência? Pode ser, mas o crucial é o abandono do antigo eu, para o eu de hoje.
Os meus amigos? Eles vem... E pelas bordas eles se vão...
Algo como o tempo que eu perdi
Só agora eu sei,
As forças que restitui, e que preguei numa parede com minhas lembranças,
Do lado, causava uma esperança, de reestruturação, mas o tempo que perdi me levou você, vida.
Me levou você...
______________
O prazer de se ter tudo que se ganha,
É o poder de esquecer tudo ao redor
Calmo, sereno, e tranquilo.
Apenas o poder de se ter o que se quer ganhar
TEXTO POR JEFFERSON ALMEIDA
Na vitrola: Moving Units - Scars ♥
Estado de espirito igual ao texto. Repentinamente Zen! ZzZzZzZzZ
óóó, budáá!
O prazer de se ter tudo que se ganha,
É o poder de esquecer tudo ao redor
Calmo, sereno, e tranquilo.
Apenas o poder de se ter o que se quer ganhar
TEXTO POR JEFFERSON ALMEIDA
Na vitrola: Moving Units - Scars ♥
Estado de espirito igual ao texto. Repentinamente Zen! ZzZzZzZzZ
óóó, budáá!
Mutação
Eu não quero chegar a um momento da vida, e perceber que não sou aquilo que outrora era.
Me refiro a essência que esta dentro de cada um, e que de cada um é peculiar...
Quero ser prudente
Quero ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero
Sei que sou mutável, e me agrado disso. Mas me refiro ao que já dei o nome de personalidade. Não quero deixar de ser o que sou, e assim não ter nada pra lembrar.
Não quero viver um epitáfio.
Não posso chegar a me converter a alguma tribo, que imponha mensagens subliminares ou explicitas de que devo me desgarrar de meus intrínsecos desejos, das vontades, da rotina... Não posso. Não quero. E certamente não conseguiria se tentasse.
Não quero me olhar no espelho e ver um ser de baixa estatura moral, que não pensa por si mesmo, que não sabe pensar nas pessoas como individuas, ao invés de cobaias de um plano incerto e secretamente sádico.
Nada é fácil, nem certo! Não podemos fazer do amor algo desonesto!
Nem o céu é belo e prateado, e o que eu era, não sou mais! E minhas vontades estão guardadas aqui, relembrando...
Respirar novos ares, nos mostra como pensar diferente, e como é comum!
Quem pensa por si mesmo é livre E ser livre é coisa muito séria Não se pode fechar os olhos Não se pode olhar pra trás Sem se aprender alguma coisa pro futuro
Quero ser prudente
Quero ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero
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Sabe de uma coisa? Estive com uma das melhores pessoinhas que já conheci! rs
Sinceramente, eu odeio qualquer dose de hipocrisia. Sei que é inevitável não ser contaminado por ela, e até pode ser inevitável não praticá-la, mas na maioria das vezes prefiro ficar calado, a proferir algo que não seja verdadeiro dentro de mim. Isso é digno!! Por menor que seja o comentário falso, por mais que seja inofensiva a ladainha, o blá blá blá e o mi mi mi, me afeta de maneira estrondosa, acho! Não, não somos todos frutos do ambiente em que vivemos...
Quero inventar uma fórmula que, quando em contato com ela, as pessoas que se 'infectam' não possam falar mentiras umas pras outras...
Ela é sincera... É um docinho! ahuahuahuahua
Ela tem pouca idade, e ainda é pura. Ela ainda tem aquela inocência, sabe?
Ela deixa todo mundo constrangido! Quase sempre! Porque sua língua é uma metralhadora de palavras aprendidas, que formam frases e frases, que machucam muita gente, porque Ela fala o que todos queriam dizer, mas não dizem. São podados. São frios e calculistas. Sim, meticulosamente calculistas. Cuidadosamente pérfidos!
Mas é assim, e vai ser assim pra sempre! Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente!
Mas o que é certo, é que crianças são as mais dignas da minha sinceridade, apoio, atenção, afeto, e verdades ditas! São as mais dignas! [fato!]
Pego pessoas dizendo nos cantos que é uma frescura ligar pra o que essas crianças pensam. Meu, até na ida á uma sorveteria, enganam e mentem, seguram e prendem, com mentiras as pessoinhas mais amáveis do muuuuuuuuuundo! (o excesso de U´s é pra demonstrar a revolta, rs. fica mais bonito! :p)
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Sinceramente, eu odeio qualquer dose de hipocrisia. Sei que é inevitável não ser contaminado por ela, e até pode ser inevitável não praticá-la, mas na maioria das vezes prefiro ficar calado, a proferir algo que não seja verdadeiro dentro de mim. Isso é digno!! Por menor que seja o comentário falso, por mais que seja inofensiva a ladainha, o blá blá blá e o mi mi mi, me afeta de maneira estrondosa, acho! Não, não somos todos frutos do ambiente em que vivemos...
Quero inventar uma fórmula que, quando em contato com ela, as pessoas que se 'infectam' não possam falar mentiras umas pras outras...
Ela é sincera... É um docinho! ahuahuahuahua
Ela tem pouca idade, e ainda é pura. Ela ainda tem aquela inocência, sabe?
Ela deixa todo mundo constrangido! Quase sempre! Porque sua língua é uma metralhadora de palavras aprendidas, que formam frases e frases, que machucam muita gente, porque Ela fala o que todos queriam dizer, mas não dizem. São podados. São frios e calculistas. Sim, meticulosamente calculistas. Cuidadosamente pérfidos!
Mas é assim, e vai ser assim pra sempre! Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente!
Mas o que é certo, é que crianças são as mais dignas da minha sinceridade, apoio, atenção, afeto, e verdades ditas! São as mais dignas! [fato!]
Pego pessoas dizendo nos cantos que é uma frescura ligar pra o que essas crianças pensam. Meu, até na ida á uma sorveteria, enganam e mentem, seguram e prendem, com mentiras as pessoinhas mais amáveis do muuuuuuuuuundo! (o excesso de U´s é pra demonstrar a revolta, rs. fica mais bonito! :p)
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Na vitrola: Legião Urbana - L´Aventura
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Num mundo nem tão paralelo assim...!
Era uma noite chuvosa. Nada de se estranhar, comparando-á as anteriores. Típico frio. Ar seco. Transito em São Paulo. A mãe, sem prever um horário especifico para o retorno das compras de final de ano, que fizera com seu marido, pede para o mesmo 'dar uma paradinha' no primeiro telefone público que avistasse, pois queria avisar a Sofia que chegaria tarde, e esquecera de carregar o celular com créditos, pela menhã. Neste mesmo momento autoridades mal intencionadas procuram por alguém inocente o suficiente, para um mórbido plano de "transferência criminal". Afinal, alguém precisaria levar a culpa.
Eles discutiam enquanto os outros carros passavam ao lado, lentamente. Muitos Carros. Milhares deles. Mas aquele dia não era um bom dia para Julie e Nicolas Saírem de casa. Não era um dia para compras.
O guarda faz um sinal estranho. A chuva já esta passando. Ele era alto, e sua expressão lembrava alguém que não tinha muitas alegrias, imaginou Nicolas ao sair do carro, obedecendo a ordem proferida pela boca daquele policial.
- Seus documentos. Disse o guarda.
- Claro, senhor, aqui estão!
- Esta tudo em dia?
- Sim sim. 'Graças a Deus'. Acreditava Nicolas
Porém Deus parece estar em 'hora de descanso' quando o guarda enfim diz a Nicolas que ele terá de esperar só mais um pouco, até poder ser liberado.
Enquanto Julie aguarda no carro a liberação de seu esposo, recebe um telefonema no celular. Era sua filha. Queria saber se tudo corria bem, aproveitando para avisar que não dormiria em casa esta noite. Era festa em algum lugar do bairro vizinho, e preferiria dormir na casa da amiga, à voltar sozinha, na madrugada.
Engraçado mesmo, é a forma como as coisas acontecem. O universo de cada pessoa, nesta pequena teoria, não é algo paralelo, muito menos estático. Designa linhas ou superfícies que conservam sempre a mesma distância em toda a sua extensão, e que em algum momento desse percurso, desse caminho, se encontram, mesmo que indiretamente. Mesmo que uma das linhas venha apenas para causar e determinar algum tipo de influência na outra. Em outras palavras, tudo é interligado! As decisões que tomamos aqui, afeta a vida de pessoas que nunca vimos ou conhecemos. "O simples bater de asas de uma borboleta, pode causar um tufão do outro lado do mundo" É um ciclo ande tudo retorna. Independe de nossa vontade.
Julie, ao falar com a filha no telefone, faz com que seus olhos se distraiam por alguns segundos, desviando a atenção de seu marido. Quando deu por si, ele já não estava la fora, na companhia do guarda. Ela ouve gritos. Ela sai do carro, ele esta sendo algemado. Fora encontrado no porta-malas de seu veículo a arma de um recente assassinato, cujo o suspeito principal passara a ser Nicolas, evidentemente pelos fatos finais.
Uma policial logo algema Julie que, no mínimo, seria uma possível cúmplice. E, sem responder nenhuma de suas indagações e questionamentos sobre o que estava acontecendo, a coloca noutra viatura, a encaminhando para qualquer outro lugar fora dali. Seriam presos.
Com o passar de um determinado tempo - o suficiente para toda aquela novidade se esclarecer um pouco na cabeça de todos - Nicolas compreende um pouco melhor, fazendo alegações que tiraram Julie da mira, mas que não puderam alterar em nada seu estado.
Engraçado mesmo, é a forma como agimos diante de uma situação que não nos cabe uma decisão. É difícil olhar e perceber, que nada se pode fazer para se livrar do matadouro. Só se pode esperar. Mas não se pode dizer com certeza o que é pior - Lutar mesmo assim, coagido pela esperança e mobilizado pela vontade de vencer, ou entregar-se de vez, a uma causa que não se tem como ganhar - porque temos maneiras diferentes de lidar com os momentos, com as fases. Interpretamos, cada um, diferentemente as provações da vida. Somos todos iguais nessa diferença. Todos imprevisíveis...
Julie estava linda! Não dormira na noite passada. A ansiedade não lhe permitira de forma alguma. Pôs-se de pé logo cedo, antes da luz invadir o seu quarto através da janela, que se despedia da Lua, que logo iria ceder seu lugar de trono ao Sol, pois ele não tardaria a chegar. Sofia estava no banho, o telefone toca. Era o advogado. Veio informar que a testemunha havia desistido. Não podia se arriscar tanto. Tinha medo.
Julie e Sofia estavam prontas. Ambas refletião o pesar do compromisso. Era o dia do julgamento de Nicolas, depois de quase um ano aguardando. Ao chegar no tribunal, ao se sentar naqueles bancos, ao visualizar a palidez e o semblante caído do réu, Julie não se aguentou firme, e debruçando no ombro de sua filha, chorou.
O tempo se passava, e a inquietude só aumentava. Julie conhecia seu marido. Apenas se fazia de forte. Apenas interpretava um personagem que dizia estar tudo bem com o olhar. Mas se ela olhasse bem, podia ver sua alma gritando, desesperadamente, semelhantemente a um lobo, porém no lugar da ovelha indo para o matadouro. Sim, ela o conhecia.
- Culpado! Condenado! Disse o Juiz, que provocou um turbilhão de sentimentos que até hoje nenhuma das três vitimas soube definir... Desencadeou a mais intrínseca dor, que não tem definição, e que as proporções chegam a ser infinitas! Eis que naquele dia, uma espécie de maldição prometia acompanhar a vida daquela família para sempre! Estariam condenados a eternizar uma pergunta que jamais, na história da humanidade, foi respondida de maneira lógica: PORQUE?!!?!
Porque estavam ali naquela hora? E porque acontecerá com eles? Qual o motivo que levou o sofrimento e a angustia repousar naquela casa? A cota de felicidade que se pode ter por vida havia se esgotado? A honestidade daquele homem afetou a ordem que rege o mundo, por isso ele não poderia continuar seu caminho, sem machucar ninguém? Era algum tipo de aprendizado que ele precisava ter aqui em sua existência? A verdadeira questão é que nada do que venha a ser indagado, poderá ser esclarecido...
Com o passar dos anos, Julie morreu. Uma doença que tinha desde menina se agravou sem motivo aparente, ou sem no mínimo um diagnóstico aceitável dos médicos. Parecia ser o fim para aquela família. Mas isso, não é ela quem decide. Não estava nas mãos de ninguém, ou simplesmente estava nas mãos de todos os outros, que batiam suas asas do outro lado do mundo. que faziam conseqüências irreversíveis aqui, do lado.
_________________________________
Engraçado mesmo é pensar que se ao menos um fator insignificante tivesse feito com que eles desviassem a rota, ou tão somente os fizesse atrasar alguns poucos minutos para passar por aquele caminho, por aqueles policiais (que não poderiam forjar o crime pra cima da vítima) , todo o destino de toda uma família seria diferente. A quem diga que destino é sinonimo de não ter opção. Há quem protesta, dizendo que destino é a conseqüência das atitudes que tomamos hoje, e que se acumulam e somam-se ao nosso futuro. De certa forma as duas estão corretas. Foi escolha do policial condenar aquela família, ao mesmo tempo em que Nicolas não teve sequer uma chance para 'escolher uma outra escolha'.
Texto por Jefferson Almeida
História vinda apenas da minha cabeça. Ou não.
inspiração fértil! (:
Eles discutiam enquanto os outros carros passavam ao lado, lentamente. Muitos Carros. Milhares deles. Mas aquele dia não era um bom dia para Julie e Nicolas Saírem de casa. Não era um dia para compras.
O guarda faz um sinal estranho. A chuva já esta passando. Ele era alto, e sua expressão lembrava alguém que não tinha muitas alegrias, imaginou Nicolas ao sair do carro, obedecendo a ordem proferida pela boca daquele policial.
- Seus documentos. Disse o guarda.
- Claro, senhor, aqui estão!
- Esta tudo em dia?
- Sim sim. 'Graças a Deus'. Acreditava Nicolas
Porém Deus parece estar em 'hora de descanso' quando o guarda enfim diz a Nicolas que ele terá de esperar só mais um pouco, até poder ser liberado.
Enquanto Julie aguarda no carro a liberação de seu esposo, recebe um telefonema no celular. Era sua filha. Queria saber se tudo corria bem, aproveitando para avisar que não dormiria em casa esta noite. Era festa em algum lugar do bairro vizinho, e preferiria dormir na casa da amiga, à voltar sozinha, na madrugada.
Engraçado mesmo, é a forma como as coisas acontecem. O universo de cada pessoa, nesta pequena teoria, não é algo paralelo, muito menos estático. Designa linhas ou superfícies que conservam sempre a mesma distância em toda a sua extensão, e que em algum momento desse percurso, desse caminho, se encontram, mesmo que indiretamente. Mesmo que uma das linhas venha apenas para causar e determinar algum tipo de influência na outra. Em outras palavras, tudo é interligado! As decisões que tomamos aqui, afeta a vida de pessoas que nunca vimos ou conhecemos. "O simples bater de asas de uma borboleta, pode causar um tufão do outro lado do mundo" É um ciclo ande tudo retorna. Independe de nossa vontade.
Julie, ao falar com a filha no telefone, faz com que seus olhos se distraiam por alguns segundos, desviando a atenção de seu marido. Quando deu por si, ele já não estava la fora, na companhia do guarda. Ela ouve gritos. Ela sai do carro, ele esta sendo algemado. Fora encontrado no porta-malas de seu veículo a arma de um recente assassinato, cujo o suspeito principal passara a ser Nicolas, evidentemente pelos fatos finais.
Uma policial logo algema Julie que, no mínimo, seria uma possível cúmplice. E, sem responder nenhuma de suas indagações e questionamentos sobre o que estava acontecendo, a coloca noutra viatura, a encaminhando para qualquer outro lugar fora dali. Seriam presos.
Com o passar de um determinado tempo - o suficiente para toda aquela novidade se esclarecer um pouco na cabeça de todos - Nicolas compreende um pouco melhor, fazendo alegações que tiraram Julie da mira, mas que não puderam alterar em nada seu estado.
Engraçado mesmo, é a forma como agimos diante de uma situação que não nos cabe uma decisão. É difícil olhar e perceber, que nada se pode fazer para se livrar do matadouro. Só se pode esperar. Mas não se pode dizer com certeza o que é pior - Lutar mesmo assim, coagido pela esperança e mobilizado pela vontade de vencer, ou entregar-se de vez, a uma causa que não se tem como ganhar - porque temos maneiras diferentes de lidar com os momentos, com as fases. Interpretamos, cada um, diferentemente as provações da vida. Somos todos iguais nessa diferença. Todos imprevisíveis...
Julie estava linda! Não dormira na noite passada. A ansiedade não lhe permitira de forma alguma. Pôs-se de pé logo cedo, antes da luz invadir o seu quarto através da janela, que se despedia da Lua, que logo iria ceder seu lugar de trono ao Sol, pois ele não tardaria a chegar. Sofia estava no banho, o telefone toca. Era o advogado. Veio informar que a testemunha havia desistido. Não podia se arriscar tanto. Tinha medo.
Julie e Sofia estavam prontas. Ambas refletião o pesar do compromisso. Era o dia do julgamento de Nicolas, depois de quase um ano aguardando. Ao chegar no tribunal, ao se sentar naqueles bancos, ao visualizar a palidez e o semblante caído do réu, Julie não se aguentou firme, e debruçando no ombro de sua filha, chorou.
O tempo se passava, e a inquietude só aumentava. Julie conhecia seu marido. Apenas se fazia de forte. Apenas interpretava um personagem que dizia estar tudo bem com o olhar. Mas se ela olhasse bem, podia ver sua alma gritando, desesperadamente, semelhantemente a um lobo, porém no lugar da ovelha indo para o matadouro. Sim, ela o conhecia.
- Culpado! Condenado! Disse o Juiz, que provocou um turbilhão de sentimentos que até hoje nenhuma das três vitimas soube definir... Desencadeou a mais intrínseca dor, que não tem definição, e que as proporções chegam a ser infinitas! Eis que naquele dia, uma espécie de maldição prometia acompanhar a vida daquela família para sempre! Estariam condenados a eternizar uma pergunta que jamais, na história da humanidade, foi respondida de maneira lógica: PORQUE?!!?!
Porque estavam ali naquela hora? E porque acontecerá com eles? Qual o motivo que levou o sofrimento e a angustia repousar naquela casa? A cota de felicidade que se pode ter por vida havia se esgotado? A honestidade daquele homem afetou a ordem que rege o mundo, por isso ele não poderia continuar seu caminho, sem machucar ninguém? Era algum tipo de aprendizado que ele precisava ter aqui em sua existência? A verdadeira questão é que nada do que venha a ser indagado, poderá ser esclarecido...
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Com o passar dos anos, Julie morreu. Uma doença que tinha desde menina se agravou sem motivo aparente, ou sem no mínimo um diagnóstico aceitável dos médicos. Parecia ser o fim para aquela família. Mas isso, não é ela quem decide. Não estava nas mãos de ninguém, ou simplesmente estava nas mãos de todos os outros, que batiam suas asas do outro lado do mundo. que faziam conseqüências irreversíveis aqui, do lado.
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Engraçado mesmo é pensar que se ao menos um fator insignificante tivesse feito com que eles desviassem a rota, ou tão somente os fizesse atrasar alguns poucos minutos para passar por aquele caminho, por aqueles policiais (que não poderiam forjar o crime pra cima da vítima) , todo o destino de toda uma família seria diferente. A quem diga que destino é sinonimo de não ter opção. Há quem protesta, dizendo que destino é a conseqüência das atitudes que tomamos hoje, e que se acumulam e somam-se ao nosso futuro. De certa forma as duas estão corretas. Foi escolha do policial condenar aquela família, ao mesmo tempo em que Nicolas não teve sequer uma chance para 'escolher uma outra escolha'.
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Texto por Jefferson Almeida
História vinda apenas da minha cabeça. Ou não.
inspiração fértil! (:
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