domingo, 11 de março de 2012

_Conversa de Mesa

Os piores seres humanos estão escondidos dentro das igrejas...

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Vemos dentro dos templos pessoas que fogem de seus medos, que escondem seus pecados, que tentam se redimir das coisas horríveis que praticaram no passado. Temos pedófilos, ladrões, drogados, prostitutas, assassinos, ou tão somente os medrosos que tentam evitar ir pra o inferno, que é o lugar - e sabem disso - que merecem de fato.
Seres escrotos, nojentos, pragas despreziveis num sistema hipócrita de redenção, salvação e esquecimento. São todos da mesma laia, ocultando uma vida repleta de atitudes que não são corretas, e que podem até ter chegado ao fim, porém carregam, ainda, na mente, inúmeros pensamentos podres de realizarem seus desejos mais intrinsecamente vis, aqueles que estão intimamente ligados a sua espécie ordinária, que não vale nada!
As paredes das igrejas abrigam almas desorientadas que buscam o próprio interesse. Buscam paz pra mente, pra o espírito. É um desencargo de consciência.

Quem está tirando o melhor de você?
Quem o faz acreditar que você deve negar a sua natureza ruim, ao invés de apenas lutar contra ela?
Quem te faz entregar ao sacerdote o alimento de tua família?
Será que é este o mesmo que te trará redenção, paz e salvação?

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PS¹: Depois desse desabafo, um tanto quanto revoltado, quero deixar bem claro que embora eu tenha generalizado no modo de escrever, não penso que todos sejam assim, nem tampouco que só tenha isso nas igrejas, ou que o evangelho se perdeu no meio do caminho.

PS²: Eu poderia falar de outras religiões, e/ou ao menos envolvê-las no enredo como parte da história, porém mencionei apenas o que me cabe como experiência, ou seja, falo do que vi, do que sei que é real.



Por Jefferson Almeida

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

_Um Fevereiro Memorável...

Não sei bem como começar a escrever a respeito do que vivi esse mês. A principio eu tinha tanta coisa pra falar, mas me fugiu das mãos, como águas escorregando, o domínio de expressar sentimentos através de textos confusos e ambíguos. Eles ficam aqui, todos guardados. Ao menos não são mais tormentos, são afagos.

Aniversários, shows de bandas e cantores que representaram muito na adolescência, confraternização com pessoas de serviço, dentre tantos outros momentos pequenos, isolados, que fazem a hora passar de uma forma bem agradável;
Um acidente que protagonizei, aonde fui muito sortudo por sinal, e que não quero repetir jamais Hahaha;
Uma despedida agridoce de amigos que estão grudados no peito, na carne viva do coração. Partiram deixando muitas saudades, mas pra algo que valerá pra o crescimento e amadurecimento de ambos, como casal, como profissionais, como seres humanos. Aqui, os aguardo com uma ansiedade grande;
Finalmente conheci o Rio de Janeiro, cidade maravilhosa. E foi um turbilhão tão grande de sensações e pensamentos, que eu acabei por não conseguir passar pra ninguém o que eu senti. Soa meio egoísta, eu sei, mas não deu pra descrever o que os olhos paravam pra ver, o que a pele sentia em contato com aquela água, aquela brisa, aquele lugar. As noites que cresciam em glória, e o amanhecer que espalhava luz e calor pra todos. A noite bohemia que não podia faltar, e aquela perde básica de memória, causada pela farra desta mesma noite. Me senti como se estivesse encenando um protagonista de "Se Beber Não Case". Hahahaha.

Restitui valores e consertei fraturas que existiam a anos na relação com pessoas que são pra mim doadores do ar, que dão o motivo da vida. Aprendi a viver, porque isso é preciso.
Através de observações e noites de infinitos pensamentos tive tantas duvidas que seria capaz de confundir a fé mais cega. E, num súbito momento, voltei a ter certeza, depois de ouvir uma canção, de que o que é realmente importante é fazer as coisas acontecerem todas do Meu Jeito. E quando o arrependimento vier, porque erros são inevitáveis, eu vou poder me lembrar de que eu tive coragem pra enfrentar sobretudo os meus próprios fantasmas pra poder vencer, chegando ao fim de um mês, de um ano, de uma vida inteira.

Me despeço desse Fevereiro com uma satisfação enorme, e pensando na filosofia do Eterno Retorno, peço: VOLTA FEVEREIRO, DESSE MESMO JEITO, PORQUE EU CURTI MUITO VIVER VOCÊ!

Com uma enorme satisfação, até o ano que vem;


Jefferson Almeida

domingo, 12 de fevereiro de 2012

_Despedida

Existem várias maneiras de morrer.
Há sempre aquela que segue a ordem natural das coisas, que acontece na velhice, numa cama quentinha, deixando pra trás uma vida bastante longa.
Existem várias formas de partir.
Mortes repentinas, acidentais, que não são previstas, e que nos surpreendem.

Existem, também, várias formas de tirar a vida de alguém. Assassinatos brutais. Provocam a fúria de uma alma que ainda não estava pronta pra partir. Um espírito que não viveu o destino que prescreveu junto com sua família, seus chegados.

Temos hoje muitas maneiras de perder a vida, inclusive para doenças. Essas que a medicina ainda não conseguiu vencer. Doenças que nos degeneram até o último suspiro. Que, por descuido nosso, nos encontram numa noite de prazer e nos abraçam forte até sugar toda a nossa energia vital, ou talvez aquelas que invadem a nossa realidade sem aviso, e, com o mesmo abraço apertado, faz-nos esvair dos pulmões o ar que nos mantêm de pé.

Existem muitas possibilidades de ir embora. Porém no meio de tantos jeitos diferentes, de diferentes histórias, encontramos as maneiras que temos de viver.

Apesar de todas essas inúmeras possibilidades citadas, temos conosco, desde o nascimento, apenas uma certeza na vida: a morte.
Não podemos planejar a morte se não formos suicidas. Não planejamos morrer, apenas acontece. Mas podemos planejar a vida, enquanto a temos.

Em geral, também não escolhemos a quem amar. E essa história já começa no berço. Ou você teve opções na hora de decidir quem seriam seus pais, tios, avós ou primos?
Podemos escolher estar perto de quem amamos. Ainda em vida, podemos escolher dedicar a eles atenção e afeto. Podemos massagear o coração com pequenos momentos de prazer que ficarão na memória da eternidade, gravado não apenas em fotos, mas em descendências que acompanharão o legado de todo esse amor.

Se pensássemos na morte da maneira correta, nos despediríamos todos os dias de quem amamos.
Eu decidi que não vou viver mais do que um dia. A mim basta o hoje. Tenho apenas 24 horas. Tenho só o aqui e o agora.
Não vou me despedir induzido por uma doença em estágio terminal, ou tampouco influenciado por um acidente qualquer que me permita fazer apenas uma ligação de adeus, e nela tentar explicar tudo o que eu deixei de dizer a minha vida inteira, resumindo em apenas um: 'eu te amo'.
Vou demonstrar hoje, que é o último dia que me resta. O amanhã? Deixa estar, deixa estar.




Por Jefferson Almeida

domingo, 5 de fevereiro de 2012

_Escolha

É chegada a hora de decolar, mas não posso estar presente em dois lugares em tempos iguais.
Veio a tona o momento que estava sendo esperado, com lugar guardado em local de destaque, mas não posso ocupar dois lugares no espaço, simultâneamente.
Alcancei, com suor no rosto, a vida. Depois da batalha, o meu sangue não se esvaiu por completo, e eu sobrevivi, mas não posso lutar contra dois guerreiros na mesma arena.

É chegada a hora de decidir, porque o tempo de cantar chegou.
E já que não posso ser dois, faço o que devo, ou o que quero?
A religião me repreendeu, e eu preferi ser feliz...

Por Jefferson Almeida

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

_O Aqui e o Agora.

Gosto de pensar na vida como uma Avenida grande, daquelas que não conseguimos enxergar o final. Daquelas com bastante curvas e acidentes, com dias chuvosos molhando o asfalto, e dias de muito sol esquentando o solo. A cada esquina uma surpresa.

Gosto de pensar na vida como um ônibus, desses de transporte público. Com muitas viagens de dia e de noite. Com gente de diferentes personalidades, com muitas paradas, subidas e descidas. E a cada encontro uma história.

Gosto de pensar que se existi uma maneira correta de administrar a vida, ela já se perdeu, e agora só restam sortes lançadas sobre escolhas feitas. Só existe a eternidade das vinte e quatro horas pra nos dar a chance de realizar alguma coisa que tenha relevância o suficiente pra nos dar alegria quando o presente já tiver passado, e depois de muito tempo termos histórias boas pra contar com o que fazemos desses pequenos momentos diários, tão comuns e tão raros.

Gosto de pensar que todos pensam assim. Que todos escolhem seus destinos e suas vidas. Que somos donos de nós mesmos, e dependentes uns dos outros, como unidades. Gosto de pensar que não penso assim sozinho.

Me agrada não precisar de uma doença fatal, em estágio terminal, pra me dar conta de que existem coisas mais importantes na vida, do que apenas sobreviver e esperar. Esperar por algo que não é tangível, esperar pra fazer algo que a vontade pede agora, por um amor que não vai voltar ou por um equivoco que não pode ser consertado.
Não tenho vontade de esquecer os erros que cometi, nem tampouco me esforço pra lembrar das quedas e fracassos. Os tenho todos aqui, comigo, escritos a ferro quente na pele.

A história continua sendo escrita, mas nessa condição humana não pode ser editada.
Posso assistir, mas prefiro atuar.
Escrevo uma vida digna de ser repetida, aqui e agora.
Hoje eu sou feliz, porque aprendi a amar, a amar...


Por Jefferson Almeida

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

_Um Janeiro Bem Vivido

A tristeza é inspiradora.
Promove as melhores poesias e canções, melodias e harmonias.
A tristeza faz crescer, evoluir e aprender. Amadurecimento através de aprendizado.
A casa de luto, dizem, é melhor que a casa de festas.

Não me sinto inspirado faz muito tempo.

A alegria tem me acompanhado bem de perto,
Sendo trazida através de pessoas e momentos que minha memória já fez
questão de eternizar, pra que nem mesmo o Alzheimer possa me roubar.

Ando sem pressa;
Sinto o vento;
Observo o nascimento do menino;
Viajo sem sair do lugar;
Cultivo minhas amizades de vinte e tantos anos;
Não cedo em minhas idéias;
Nem vejo mal em mudar de opinião;
E idealizo mais do que nunca um mundo melhor.


Janeiro já foi embora e parece que eu já vivi uma vida inteira dentro dele.
Iniciei este 2012 como se eu tivesse conhecido a mim mesmo, estabelecendo critérios que eu já não fazia tanta questão, cultivando novamente ideologias que tinha guardado na gaveta.
Esse Janeiro vai embora e minha memória é pouca pra guardar tanto amor, tanto deslumbre. Sai, viajei, conversei, gargalhei, olhei no olho, recebi conselhos, assisti a shows, dormi pouco, me despedi de gente que vai se mudar mas que nunca vai sair daqui, de junto de mim.
Cansei meus pés, meu corpo, e alimentei meu espírito com aconchego, paz, reflexões.
Quem eu estou sendo neste 2012 foi escolha minha, e sem saber o que me aguarda, eu aceito a consequência de cada decisão, porque, se não eu, ninguém mais vai saber o que é bom pra mim.

Tchau, Janeiro, e até o ano que vem...


Por Jefferson Almeida


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

_Encontro

15, novembro de 2011, 03:54am, acabo de chegar em casa e...

E aqui, eu tenho um teto que me cobre e me protege
De tempestades e chuvas
Pra temperaturas,
Um cobertor que me aquece
E um ventilador que me refresca.
Alimentos na dispensa saciam minha fome
E a água da torneira, minha sede.
Existe uma família a minha espera
Todos deveriam ser esperados por alguém...

Acabo de chegar em casa, e uma imagem que eu trouxe comigo não quer me deixar dormir. No caminho, vi um senhor, encolhido, deitado no chão molhado devido a chuva, com um pequeno cobertor velho, em uma garagem aberta junto com areia e pedra, materiais de construção.
Me doeu o coração, e por um instante me senti mal por ter tudo que eu tenho. Me senti grato e sortudo, mas ao mesmo tempo parecia meio egoísta ter tanto enquanto aquele senhor tinha tão pouco ou quase nada.
Me comovi e coloquei em seu lado, pois não queria acorda-lo, uma caixa com algumas esfihas que estava levando pra casa. Alguns cachorros começaram a latir e ele acordou, viu a caixa e logo se animou, talvez com o cheiro pois elas ainda estavam quentes. Neste meio tempo eu já tinha retornado ao carro, quando ele olhou pra mim com certa emoção e agradeceu, dizendo que nem ao menos havia almoçado hoje. Nessa hora engoli um choro doído. Disse algo a ele, e me despedi com um pensamento:
"Eu acabo de encontrar Jesus."


Por Jefferson Almeida

domingo, 21 de agosto de 2011

_Fui do inferno ao céu, e não quero mais voltar

É mais fácil um pobre se adaptar a uma nova vida com regalias e conforto, luxos e fama. Caso o contrário acontecesse com um rico, 'regredindo', pois, a uma vida humilde, a dificuldade de adaptação seria muito mais difícil.
Quando o sujeito da caverna (Platão) conhece o mundo que existe afora, ele nunca mais volta a ser o mesmo. Parto deste princípio para provar que a mesma verdade que liberta, condena. Uma vez que Neo (Matrix) escolhe a pílula que lhe revela a realidade com clareza sobre o que realmente aconteceu aos humanos, é impossível voltar a ser inocente, quebrando então as paredes da memória que guardam toda a dor que a ilusão escondia.
Não somos capazes de voltar pra poder desistir dos planos que não vão acrescentar em nada na nossa vida. Não podemos evitar isso talvez pelo fato de serem exatamente essas decisões que nos formam em vida e nos prepara para algo que é ainda bem maior do que nós mesmos. Fora o fato de que a vida seria muito mais sem graça caso fosse tudo previsível, tudo possível de fazer sentido.
Eu gosto do estrago.
Depois de reconhecer amigos, não me acanho em dizer, não é opção e nem reversível, todo o resto do mundo fica pequeno. Não é possível saber que você pode ter o mundo, e está apenas com um planeta.
Depois de saber a verdade, você nunca mais volta a ser quem um dia acreditou em contos de fadas.
Depois de chegar a cem, é difícil voltar do zero...

"Conhecereis a verdade, e somente ela te libertará."

Por Jefferson Almeida

sábado, 20 de agosto de 2011

_Reflexos

Algumas coisas parecem que não vão nunca mudar. E até eu identificar se isso é bom ou não, leva tempo.
O que não deveria mudar nunca, as vezes muda, some, acaba. E ficamos assim, sozinhos, abandonados, órfãos; de momentos, de pessoas, de lugares, de bandas, de sentido.
Estou feliz, embora cada vez mais confuso.
Estou vivo. Me sinto grato.
Estou com as mesmas convicções, porém aperfeiçoadas, e com o passar dos dias isso é a única coisa que me mantêm vivo de verdade.
Estou tendo novas experiências com coisas antigas. Como um problema de memória, estou vivendo pela segunda vez a mesma emoção, tendo agora o outro lado da moeda pra descobrir, analisando uma outra verdade, pra saber até que ponto ela é verdadeira.
Um mesmo Deus, com uma outra maneira de adoração.
Sinto muita falta de algumas pessoas na minha vida.
Queria voltar a ser criança/adolescente. Descobri que eu tinha muito mais amigos naquela época, pois a minha interpretação de amizade era menos exigente, mais iludida. Meus 'amigos' todos se foram, e eu estou a ponto de enlouquecer, como uma vez prometi a mim mesmo. Previsível...
Mais do que viver o passado novamente, eu queria encontrar um futuro aonde eu me encaixasse, porque, sinceramente, este mundo não parece estar disposto a permitir minha adaptação. Tudo soa estranho, e eu vou levando isso com uma máscara por dia, que não me faz mal, pois toda vez que estou sozinho eu a tiro, e posso, através da música e da poesia, ser sincero comigo mesmo.
Não são queixas, ou talvez se trate apenas disso.
Apenas não quero ter os sentimentos aflorados por injeções de nostalgia, pois o que me espera é muito melhor do que o que passou.
Só espero que o futuro não demore muito pra se tornar presente...

Por Jefferson Almeida

sábado, 4 de junho de 2011

_Wedding

Tempo que vai, e que nos leva a juventude
Experiência que sem o tempo não existiria
Faz tudo tornar-se passado, e traz um desconhecido chamado futuro

Devagar transforma dores em maturidade, e lágrimas em histórias pra contar
Em sentido horário, caminho sem volta
Mudança no destino, prevista pelo acaso

Maré que muda, nos faz sair de casa
Homem responsável de paletó e gravata
Não há certeza de haver amanhã, e nem de portas abertas

Era junho, e o flash capturou aquele momento
Uma semente que foi plantada
E uma criança que está crescendo
Aquele foi seu último casamento



Por Jefferson Almeida

sábado, 26 de fevereiro de 2011

_Mecanismo de (Des)ordem

Você vive apenas uma vez. Partindo daí, é fato que quer dê certo, quer dê errado, você não poderá mudar o que aconteceu e passou. O futuro não lhe pertence. De modo que, se há aqui alguma possibilidade de fazer valer a pena, é hoje. O presente é o tempo de mudar, de planejar, de melhorar. O presente é a época pra crescer, e na luta diária, conseguir desviar(se) das adversidades, focando num objetivo maior. Em algo que tenha significância.
O problema é que você sente medo de mudar. Foi ensinado, desde os primórdios, que a situação sempre pode piorar. Sua cultura é manipuladora, e te faz crer em falsos deuses que te protegem de tudo, assim você não precisa se preocupar, nem correr atrás de nada. De olhos vendados, nem ao menos se dá conta do caminho que está percorrendo.
Eu prefiro o estrago. A homeostase acomoda a gente. Mudanças são necessárias, pra melhorias que tentamos evitar, com medo da situação piorar. Não que eu seja contra buscar o equilíbrio, porém não aprovo ser controlado por 'mecanismos de regulação' ditatoriais. Sou mais do que isso. Eu sou imprevistos.
Não consigo encontrar, por mais que procure, uma vantagem pra permanecer estagnado. Falo no sentido de não conhecer coisas novas. Me refiro a pessoas, lugares, teorias, verdades, opiniões. A diversidade que não é explorada é igual ao trigo no campo, que secou. É como a colheita perdida, ou como a fonte que já não tem mais água.
Nos acostumamos muito facilmente com o que nos ofertam. E a ignorância nos veda a oportunidade de sermos felizes por completo. Aceitamos viver pela metade, aceitamos não experimentar tudo que nos foi oferecido em suma qualidade, por medo de explorar. Perdemos, por nossa própria culpa, o direito de elevarmos ao máximo nosso conhecimento, porque pensamos estar sempre certos. Em nossos casulos escondemo-nos, e ao olhar pra o lado vemos outros mundos, os quais nunca procuraremos entender.
Sim, somos infinitamente prepotentes. E nos julgamos defensores do livre arbítrio, que não é usado para nada.
Quisera eu um dia poder viver a margem das regras que regem a minha vida. Pudera eu, quem sabe, sair da caverna e descobrir um admirável mundo novo. Quisera eu deter a verdade, e questioná-la. Quiçá algum dia eu ache alguém pra me explicar, que tudo isso não é novidade. Pois não há em baixo dos céus algo que seja novo. Há somente pessoas praticando os mesmos erros, ciclicamente, como se vivêssemos um 'eterno retorno' envolto de apenas algumas diferenças.
Pratiquemos, pois, a órbita, e comecemos a nos movimentar (para frente).
Preciso mudar.
Preciso crescer.
Preciso morrer, e nascer novamente.

Sou demasiadamente humano. Sou pecador. Sou hipócrita. E esse é o meu fardo.
Porém, todavia, SOMENTE DEUS PODERÁ ME JULGAR.


Por Jefferson Almeida


Na vitrola: Elvis Presley - My Way

sábado, 25 de dezembro de 2010

_Emancipação Social

Pela lei? Completamente sozinho e responsável pelos meus atos.
Porém sei que existe algo muito maior do que eu para me sustentar;
E são vocês que estarão comigo sempre que eu precisar,
Porque eu fui sortudo demais ao nascer nesta família.
Estou emancipado socialmente agora,
Porém nunca serei grande o suficiente
Que não possa pedir um conselho,
Ou tão somente ouvir uma bronca de advertimento.
Obrigado por tudo até aqui. E vocês têm sido ÓTIMOS.
A vocês dedico esta data.




Por Jefferson Almeida

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

_Labirinto

Esta é mais uma noite, de mais uma vida
Estou cercado de caminhos
Um labirinto fechado
Fui abandonado em uma ilha
Suando frio

Aprendi a não me apegar a pessoas
Eu me apego a momentos
Pois o passado é imutável, e não me decepcionará
O que já foi, aconteceu, não há como mudar

Dentro de mim sempre vai existir um pouco de você
Mas nunca mais serei seu
Fui abandonado em minha própria mente
O labirinto se escureceu

Aprendi a não me apegar a pessoas
Eu me apego a momentos
Pois o passado é imutável, e não me decepcionará
O que eu já vivi está guardado em minhas lembranças
Ninguém me tirará
Ninguém me tirará
Ninguém me tirará


Por Jefferson Almeida


Na vitrola: Brandon Flowers - Only The Young

terça-feira, 28 de setembro de 2010

_Minha Pequenez

Observo, analiso, reconheço. Sou pequeno.
Meço, tento, reconheço. Nunca saberei o preço que foi o seu sacrifício.
Busco. Procuro. Encontro. Tua presença é o melhor lugar.
Durmo. Descanso. Me encontro. Tua mão em minha vida está.

Te desejo. Te sigo. Te quero dentro de mim.
Me salva. Me cura. Me leva pra longe daqui.
Confio. Espero. Aprendo. Não há outro além de ti.
Te amo. Me justifica. Tudo que eu quero é te servir.

Sou pequeno.
Mas seguro estou.
Sou pequeno.
Mas você é o meu senhor!


Por Jefferson Almeida

domingo, 26 de setembro de 2010

_Um adeus que não deveria ter sido dado

Eu dificilmente uso o blog pra me expressar de maneira clara, em primeira pessoa, e sem intenção de resolver algo confuso dentro de mim.
De uns textos pra cá, isso mudou.
Pensamentos que pairam a mente descompromissadamente são colocados aqui, por mim. Como esse de agora por exemplo.
Faz um ano que perdi minha avó. No mesmo dia minha tia. Três meses depois minha bisavó e minha amiga/conselheira/protetora.
Uma dor diferente pra cada perda. Um vazio enorme alojado dentro de mim. Não obtive respostas até hoje. Mas a dor já não incomoda tanto.
Em contrapartida, relevando a morte, várias de minhas amigas engravidaram. Emergirão outras vidas pra esse mundo de meu Deus.
É difícil saber o sentido de todas essas coisas que acontecem com a gente e que acaba nos fortalecendo. Mas reclamar eu não vou mais, porque sou pequeno demais pra entender o propósito de algo que excede a minha mente, minha existência, e de toda a minha raça!
Eis que esse é só mais um dia, para a chegada do meu último dia aqui na terra.
Eis que minha mente ainda queima.
Eis que eu ainda espero chegar o natal, pra rever todo mundo contornando a mesa.
Eis que eu ainda penso, e sinto, e sofro, e nego, e fujo.
Eu ainda penso em você(s).

Por Jefferson Almeida

Na vitrola: Expresão Ativa - Na Dor de Uma Lágrima

sábado, 25 de setembro de 2010

_Ainda Estou Aqui!

Não tenho muito a dizer, mas gostaria de postar.
Tenho vivido muito estranhamente, como se tivesse que me conhecer novamente. Como se tivesse me perdido em algum momento, e esquecido de encaixar algum fragmento em mim. algo incompleto. Sei lá.
Uma fase estranha, provavelmente.
Observando com calma o passado, sempre identificamos uma situação em que poderíamos ter atuado melhor. Eu tenho varias.
Sempre procuro ser melhor do que eu. Devo parar de me cobrar tanto.
O futuro ainda me assusta.
A mentira do mundo ainda me assusta.
Muitas opções me confundem.
E eu ainda sinto medo.
Porém permaneço de pé! AINDA ESTOU AQUI!
E nada, nem o vento mais forte, conseguirá me derrubar!
Porque eu estou vivo!

Por Jefferson Almeida


Na vitrola - Maria Gadu

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

_ Corriqueira Mutação Cotidiana


Estou surpreso por não escrever aqui neuras frequentes! Porém isso é bom! Significa que meus dias tem sido menos atormentados.
De certa forma, posso dizer que em pouco tempo muita coisa mudou na minha vida! Eu meio que acompanhei essa mudança, vendo sempre o resultado, curioso no que me levariam certas experiências e certos pensamentos...
A mudança veio sorrateira, mas não escondida. Deixou que eu a seguisse. Que a entendesse.
Sem razão, causa, motivo ou cirscunstância, mudei alguns pensamentos, podendo evoluir mais como ser humano, ou não.
Obtive vitórias bacanas, e objetivos novos apareceram na minha vida. Uma vontade enorme de evoluir musicalmente, e diversas outras coisas que escolho não comentar aqui, na rede.

Posso dizer que é estranho essa mutação humana que vivemos sofrendo. Mas é bacana pensar que não seremos os mesmos daqui alguns anos, e que, essa mesma mudança inevitável, sequer podemos imaginar como terminará ou como serão seus destinos, seus caminhos...

Só vivemos uma vez. Então vivamos com louvor!
Não sejamos mecânicos, façamos do nosso jeito tudo o que nos for entregue pela mente e pelo coração!


Por Jefferson Almeida

Na vitrola: MUSE - Undisclosed Desires


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PS: É proposital a redundância no título.

PS²: Embora a imagem seja ambígua de sentidos, e possa deixar outras interpretações, achei apropriada pra ocasião devido os vários personagens que vestimos ao longo da semana.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

_Notas de Agradecimentos Sinceros

Obrigado, mais uma vez!
Eu não entendo porque certas coisas acontecem.
Mas aprendi que "A argila nunca poderá, por mais que se esforce, entender o oleiro".

Mais uma vez sou grato.
Suas respostas funcionam em mim como uma injeção de paz tão grande!
Me sinto seguro...

A sensação que tenho é a de que, por qualquer lado que eu caia, vai ter alguém pra me segurar.
Por qualquer lado que eu decida andar, vai ter alguém pra me acompanhar!
Sinto sua presença! Sei que você está sempre comigo!

Valeu pelo sangue que sujou a madeira!
Mesmo a ignorância tentando me enganar.
Mesmo que os olhos céticos enxerguem miragens e pensem em criar teorias miraculosas que consigam explicar tudo...

Não por troca, mas por GRATIDÃO!
É assim que eu termino essa pequena demonstração da minha enorme admiração por você!
Aonde quer que eu vá levo você comigo, porque você me escolheu primeiro, e por isso ninguém nunca me separará do seu amor. Nem mesmo eu, que sou meu maior inimigo.!




Por Jefferson Almeida

quarta-feira, 7 de julho de 2010

_Desconexo


Já sentiu como se você fosse a única pessoa no mundo
em que você pode confiar?
Já parou pra olhar quanto tempo perdeu em
situações que trouxeram apenas inutilidades?

Já andou num carro sem rodas?
Quantas vezes você morreu essa semana?
Amor platônico dói menos, porque a decepção é menor
Já flutuou por outros planetas no devaneio da alucinação?

Já se perdeu em função de um ideal?
Já encontrou um ideal em meio a uma situação perdida, irreal?
Já tomou uma decisão hoje?
Levante a mão quem nunca se feriu...

Já ralou a camisa na verdade áspera?
Uniu-se a perfeição e dormiu com a maldade?
Santificou-se, mas fez-se homem?
Perseguiu o amor, mas foi aplacado pelo desprezo?


Por Jefferson Almeida


Na vitrola: Composição feita por Paulo Borges.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

_Mentiras Mascaradas


Não me venha com meias verdades
E não chegue até mim pra mentir
Não me trate como criança
E não me conquiste pra depois sumir

Todos os dias que pensei em você
Quero esquecer

Tudo que eu plantei e colhi

Quero vender!

Não roube a minha paz
Nem me presenteie com lágrimas que
eu não posso secar
Não invente um falso personagem
Não imite quem você nunca será


Por Jefferson Almeida

Na vitrola: Linkin Park - From the Inside